As trincas dos pára-brisas passam por uma perfeita cirurgia

Pequenos furos e trincas no pára-brisa, causados por pedras arremessadas por outros veículos, devem ser reparados o mais rápido possível para que o problema não se alastre. Outro incoveniente é que, com o passar do tempo, a sujeira vai se infiltrando, o que prejudica o reparo.

As pequenas estrelinhas, com bolhas ou não, sofrem uma cuidadosa operação. Primeiramente, o furo, ou trinca, passa pela secagem - feita por uma bomba de vácuo com aquecedor que esquenta o vidro para que a umidade desapareça. Em seguida, faz-se um furo na estrela, ou, no caso da trinca, um em cada ponta, e coloca-se resina importada sobre pressão em toda a parte afetada até completá-la. A próxima etapa é a secagem da resina, efetuada através de raios ultravioletas. Para acabamento, coloca-se mais resina, raspa-se e, por fim, executa-se o polimento.

O cliente precisa tomar alguns cuidados após a recuperação: nas 48 horas seguintes, deve-se evitar o uso de ar-condicionado e a lavagem do carro. "Se o custo do reparo ultrapassar 30% do valor de um pára-brisa novo, ou se o furo atravessar o vidro, nós desaconselhamos o serviço", explica Luís Yukio Amano, da Euro Roger.

Motor Show - Janeiro/97

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