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Pára-brisa pode ser consertado
Novos métodos de reparo garantem visibilidade,
mas o trabalho deve ser feito logo para não haver acúmulo
de sujeira
Consertar o pára-brisa trincado, em vez de
trocá-lo, pode representar uma boa economia. Isso porque
já existem métodos de reparo que mantém de
80 a 90% a visibilidade do vidro na região afetada e custam
bem menos que a troca da peça.
Mas há restrições. Por exemplo,
somente vidros laminados podem passar por este reparo, segundo Eduardo
Toledo, da empresa Euro Roger, que faz recuperação
de pára-brisas. "Os vidros não-laminados não
podem ser consertados porque se estilhaçam", explica.
Toledo afirma que o primeiro passo para o conserto
é o "travamento" da trinca. "Fazemos um pequeno
furo na extremidade dela com brocas especiais para evitar que ela
se estenda", afirma. Depois o pára-brisa é limpo
e aplica-se uma resina química com um injetor. Para secagem,
usa-se lâmpada de luz ultravioleta. O resultado do serviço,
segundo Toledo, depende da rapidez com que o carro é levado
para o conserto. "Se o dono demora muito a trinca absorve impurezas
e a visibilidade fica compremetida."
O conserto de uma trinca que atinge somente a primeira
lâmina do vidro custa de R$60 a R$80 em qualquer veículo.
Já quando as duas lâminas do vidro são atingidas,
deve ser feita uma avaliação para saber se é
aconselhável o reparo. "Nesse caso, o preço é
feito caso a caso", afirma o proprietário. A garantia
pelo conserto também é dada individualmente, dependendo
do tipo de trinca e da rapidez com que o cliente levou o seu carro.
O serviço demora cerca de duas horas.
O Estado de São Paulo - 25/04/99
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